Secrets
Um secret é qualquer valor sensível que uma integração precisa para funcionar: a senha de um banco de dados, a chave de uma API, o token de um serviço em nuvem, a credencial de um servidor SFTP.
Por que não digitar a senha direto na pipeline
Três motivos práticos:
- A senha fica em um cofre, não no desenho. O valor é guardado cifrado em um cofre de chaves dedicado. A pipeline guarda apenas o nome do secret.
- Ninguém vê o valor depois de salvar. Nem quem cadastrou. Para trocar, você grava um valor novo por cima.
- Uma troca vale para todos. Se a senha do banco muda, você atualiza o secret uma vez e todas as pipelines que o usam passam a usar o valor novo.
Como funciona na prática
Você cadastra o secret uma vez em Workspace → Secrets, dando a ele um nome. Depois, ao configurar um Input ou Output, escolhe esse nome no campo de senha em vez de digitar o valor.
Quando a peça entra em execução, ela busca o valor no cofre. O valor nunca aparece no console, nos logs nem em qualquer arquivo de configuração.
Variáveis de ambiente
Além do nome de um secret, os campos de senha aceitam a forma ${NOME_DA_VARIAVEL}, apontando para
uma variável definida na aba Variáveis do deploy. É o caminho para usar a mesma pipeline em
ambientes diferentes trocando só as variáveis.
O que não funciona é digitar a senha direto no campo.
Isolamento
Secrets pertencem à empresa que os criou. Uma pipeline nunca consegue referenciar o secret de outra empresa, mesmo que saiba o nome dele.
Boas práticas
- Um secret por credencial. Não junte usuário e senha em um valor só — fica impossível trocar um sem mexer no outro.
- Nomes que dizem para que servem.
sqlserver-erp-producaoé melhor do quesenha1. - Um por ambiente. Produção e homologação devem ter secrets separados, mesmo que o valor seja igual hoje.
- Antes de apagar, confira quem usa. Remover um secret ainda referenciado faz a publicação da pipeline ser recusada.
O passo a passo está em Gerenciar secrets.